sábado, 12 de dezembro de 2009

Informe: Movimento Estudantil Organizado da Unioeste protesta pelo fim do vestibular










Embora findou o ano letivo de 2009, o Movimento Estudantil Organizado da Unioeste (M.E.O.) se reuniu para discussões e organizou, neste último dia 11 de dezembro de 2009, várias manifestações de questionamento à atual estrutura da Universidade Pública e qual o papel que o vestibular cumpre numa sociedade de exclusão. Foram atos em frente aos locais das provas que selecionarão/excluirão os novos ocupantes das cadeiras acadêmicas.

Em Toledo foram possíveis conversas coletivas e entrega de materiais que visaram desmistificar na mentalidade da sociedade a questão do vestibular como natural e fim último. Já no município de Cascavel houveram, junto à entrega do manifesto aos vestibulandos, manifestações artísticas e musicais para alcançar o interesse da comunidade estudantil que ali se aproximava.

Várias dúvidas surgiram como "de que forma será a seleção, então?". O Brasil é o único país da América Latina que possui sistema vestibular. No Uruguai o acesso à universidade pública é gratuito e aberto e a preocupação maior é diante da capacidade estrutural, culminando cada vez mais na luta pela ampliação espacial da universidade (e a luta alcança êxito), garantindo mais empregos aos professores e servidores técnico-administrativos, além de atuar numa lógica contrária à exclusão da população à educação superior e de limitar o conhecimento à elite que sustenta o concorrente mercado dos intensivos pré-vestibular, que mais incutem aos indivíduos a regra do "decoreba".

O manifesto entregue também pontuava que, para além do acesso, há necessidade de investimento em políticas de permanência do estudante para evitar a evasão e um bom desempenho de estudo. Nesse sentido foram apontadas lutas por Assistência Estudantil, sendo que, no caso da Unioeste, há reivindicações inicialmente pelo Restaurante Universitário, mas encontra falta de vontade política da administração e dos poderes públicos.

AVALIAÇÃO DO ATO
Num sentido geral, a população que passava pelos locais das manifestações demonstrava-se simpática à causa do movimento estudantil, porém, para eles ainda é distante o acesso à universidade ao passo que, na sociedade de exploração de classes, depositam tempo na subsistência e são constantemente desinformados e distraídos pela mídia, pelas empresas e pelo governo. O M.E.O. avalia que inicialmente o ato foi positivo, incutindo na capacidade reflexiva dos estudantes a possibilidade de mudança e a visualização de alternativas.

-----------------------------

Para os que foram selecionados no vestibular, prepara-se novo ato a ser realizado no dia da matrícula.

ACESSE O MANIFESTO AOS VESTIBULANDOS:
LINK

PELO FIM DO VESTIBULAR!

PELO ACESSO IRRESTRITO À UNIVERSIDADE!



Movimento Estudantil Organizado da Unioeste

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Informe: VESTIBULAR PARA QUE(M)? [MANIFESTO AOS VESTIBULANDOS] Vestibular Unioeste 2009/2010


Este material foi elaborado na tarde de hoje pelos estudantes da Unioeste. Será entregue amanhã, 11 de dezembro de 2009, aos candidatos que concorrem as poucas vagas oferecidas pela universidade pública. Neste caso, a UNIOESTE.

Será entregue nos campi de Toledo e Cascavel, aos candidatos no ato da conclusão de suas provas, para leitura e reflexão. Deve ser aprofundado àqueles que ingressarem na universidade, provavelmente com outro material e novas discussões quando do ato da matrícula, no início do próximo ano.

Em Toledo haverá concentração às 7h00 no DCE. Logo, direcionarão-se para o campi da UNIPAR, local escolhido para realização do concurso vestibular (não sabe-se o porquê!?). Antes da abertura dos portões haverá colocação de faixas e cartazes para visualização pública do ato.

Tod@s estão convidados a participar.
Participe do Movimento Estudantil!!!

Vamos?!?!




Movimento Estudantil Organizado da Unioeste
M.E.O.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

JORNAL VOZ UNIVERSITÁRIA

Vimos tornar público o jornal produzido pelos acadêmicos do 1º ano do curso de Serviço Social, da UNIOESTE/Toledo, neste fim de 2009.

O material foi produzido de forma a obter nota parcial numa disciplina, com o tempo curto, porém mostra o interesse que os acadêmicos dão às questões relacionadas à universidade (e ao curso).

Link:
FRENTE
VERSO

Os acadêmicos dessa turma também organizam um blog:
www.ssnacontramao.blogspot.com

Incentivamos que todos organizem o seu jornal e que tornem pública a opinião do estudante e também escancarar as mazelas da Universidade Pública, forçando ao debate aberto, denunciando e propondo alternativas [coisa que os burocratas, carreiristas e privatistas não querem].




Lorenzo Gabriel Balen
3º Ciências Sociais
DCE UNIOESTE/Toledo

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UNIOESTE [EXTRAORDINÁRIA] URGENTE!!!!


EDITAL 04/2009 – Diretoria


CONVOCA OS ESTUDANTES DA UNIOESTE PARA ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UNIOESTE


A Diretoria do D.C.E., por meio de suas atribuições estatutárias, CONVOCA todos os estudantes da Unioeste/Campus de Toledo, para a ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES DA UNIOESTE, de caráter extraordinário, a ser realizada no dia 26 de NOVEMBRO de 2009 – quinta-feira, às 09h e 21h na sede do DCE, contendo a seguinte pauta:


1) Expediente:

1. Informes;

2. Inclusão de Pauta;


2) Ordem do dia:

1. Representação Estudantil no COU.



Toledo, 24 de novembro de 2009



LORENZO GABRIEL BALEN

Coordenador de Organização

Diretório Central dos Estudantes – D.C.E.

UNIOESTE/Campus de Toledo

Gestão Força Unificante (2009-2010)

Charge


Para esses, "o problema do Brasil é que quem elege os governantes
não é o pessoal que lê jornal mas quem limpa a bunda com ele!"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A ANEXAÇÃO DA COLÔMBIA AOS ESTADOS UNIDOS - PERIGO NA AMÉRICA LATINA

Qualquer pessoa medianamente informada compreende de imediato que o adoçado "Acordo Complementar para a Cooperação e a Assistência Técnica em Defesa e Segurança entre os governos da Colômbia e dos Estados Unidos", assinado em 30 de outubro e publicado na tarde do dia 2 de novembro equivale à anexação da Colômbia aos Estados Unidos.

O acordo põe em dificuldades a teóricos e políticos. Não é honesto guardar silêncio agora e falar depois sobre soberania, democracia, direitos humanos, liberdade de opinião e outras delícias, quando um país é devorado pelo império com a mesma facilidade com que um lagarto captura uma mosca. Trata-se do povo colombiano, abnegado, trabalhador e lutador. Procurei no longo calhamaço uma justificação digerível e não encontrei razão alguma.

Nas 48 páginas de 21 linhas, cinco são dedicadas a filosofar sobre os antecedentes da vergonhosa absorção que torna a Colômbia em território de ultramar. Todas se baseiam nos acordos assinados com os Estados Unidos após o assassinato do prestigioso líder progressista Jorge Eliécer Gaitán no dia 9 de abril de 1948 e a criação da Organização de Estados Americanos em 30 de abril de 1948, discutida pelos Chanceleres do hemisfério, reunidos em Bogotá sob a batuta dos Estados Unidos nos dias trágicos em que a oligarquia colombiana truncou a vida daquele dirigente e desatou a luta armada nesse país.

O Acordo de Assistência Militar entre a República da Colômbia e os Estados Unidos, no mês de abril de 1952; o vinculado a "uma Missão do Exército, uma Missão Naval e uma Missão Aérea das Forças Militares dos Estados Unidos", assinado no dia 7 de outubro de 1974; a Convenção das Nações Unidas contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas, de 1988; a Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Multinacional, de 2000; a Resolução 1373 do Conselho de Segurança de 2001 e a Carta Democrática Interamericana; a de Política de Defesa e Segurança Democrática, e outras que são invocadas no referido documento. Nenhuma justifica transformar um país de 1.141.748 quilômetros quadrados, situado no coração da América do Sul, em uma base militar dos Estados Unidos. A Colômbia tem 1,6 vezes o território de Texas, segundo Estado da União em extensão territorial, arrebatado ao México, e que mais tarde serviu de base para conquistar a sangue e fogo mais da metade desse irmão país.

Por outro lado, transcorreram já 59 anos desde que soldados colombianos foram enviados até a longínqua Ásia para combaterem junto às tropas ianques contra chineses e coreanos no outubro de 1950. O que o império tenta agora é enviá-los a lutar contra seus irmãos venezuelanos, equatorianos e outros povos bolivarianos e da ALBA para destruir a Revolução Venezuelana, como tentaram fazer com a Revolução Cubana no mês de abril de 1961.

Durante mais de um ano e meio, antes da invasão, o governo ianque promoveu, armou e utilizou os bandos contra-revolucionários do Escambray, como hoje utiliza os paramilitares colombianos contra a Venezuela.

Quando o ataque de Bahia dos Porcos, os B-26 ianques tripulados por mercenários que operaram desde a Nicarágua, seus aviões de combate eram transportados para a zona das operações num porta-aviões e os invasores de origem cubana que desembarcaram naquele ponto vinham escoltados por navios de guerra e pela infantaria de marinha dos Estados Unidos. Hoje seus meios de guerra e suas tropas estarão na Colômbia não apenas como uma ameaça para a Venezuela senão para todos os Estados da América Central e da América do Sul.

É verdadeiramente cínico proclamar que o infame acordo é uma necessidade de combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo internacional. Cuba tem demonstrado que não é preciso a presença de tropas estrangeiras para evitar a cultura e o tráfico de drogas e para manter a ordem interna, apesar de que os Estados Unidos, a potência mais poderosa da terra, promoveu, financiou e armou durante dezenas de anos as ações terroristas contra a Revolução Cubana.

A paz interna é uma prerrogativa elementar de cada Estado; a presença de tropas ianques em qualquer país da América Latina visando esse objetivo é uma descarada intervenção estrangeira em seus assuntos internos, que inevitavelmente provocará a rejeição de sua população.

A leitura do documento demonstra que não apenas as bases aéreas colombianas são postas nas mãos dos ianques, mas também os aeroportos civis e no fim das contas, qualquer instalação útil a suas forças armadas. O espaço radioelétrico fica também à disposição desse país portador de outra cultura e de outros interesses que não têm nada a ver com os da população colombiana.

As Forças Armadas norte-americanas gozarão de prerrogativas excepcionais.

Em qualquer parte de Colômbia os ocupantes podem cometer crimes contra as famílias, os bens e as leis colombianas, sem ter que responder perante as autoridades do país; a não poucos lugares levaram os escândalos e as doenças, como o fizeram com a base militar de Palmerola, nas Honduras. Em Cuba, quando visitavam a neocolônia, sentaram-se escarranchados sobre o colo da estátua de José Martí no Parque Central da capital. A limitação vinculada ao número total de soldados pode ser alterada a pedido dos Estados Unidos, sem restrição alguma. Os porta-aviões e navios de guerra que visitem as bases navais concedidas terão quantos tripulantes precisarem, e podem ser milhares em um só de seus grandes porta-aviões.

O Acordo será prorrogado por períodos sucessivos de 10 anos e ninguém pode alterá-lo senão no fim de cada período, comunicando-o com um ano de antecedência. O que farão os Estados Unidos se um governo como o de Johnson, Nixon, Reagan, Bush pai ou Bush filho e outros semelhantes recebesse a solicitação de abandonar Colômbia? Os ianques foram capazes de derrocar dezenas de governos em nosso hemisfério. Quanto duraria um governo na Colômbia se anunciasse tais propósitos?

Os políticos da América Latina têm agora perante si um delicado problema: o dever elementar de explicar seus pontos de vista sobre o documento de anexação. Compreendo que o que acontece neste instante decisivo das Honduras ocupe a atenção dos meios de divulgação e dos Ministros das relações Exteriores deste hemisfério, mas o gravíssimo e transcendente problema que acontece na Colômbia não pode passar inadvertido para os governos latino-americanos.

Não tenho a menor dúvida sobre a reação dos povos; sentirão o punhal que se crava no mais profundo de seus sentimentos, especialmente no profundo da Colômbia: eles opor-se-ão, jamais se resignarão a essa infâmia!

O mundo encara hoje graves e urgentes problemas. A mudança climática ameaça a toda a humanidade. Líderes da Europa quase imploram de joelhos algum acordo em Copenhague que evite a catástrofe. Apresentam como realidade que na Cúpula não se alcançará o objetivo de um convênio que reduza drasticamente a emissão de gases estufa. Prometem continuar a luta por consegui-lo antes de 2012; existe o risco real de que não se possa conseguir antes que seja demasiado tarde.

Os países do Terceiro Mundo reclamam com razão dos mais desenvolvidos e ricos centenas de milhares de milhões de dólares anuais para custear as despesas da batalha climática.

Tem algum sentido que o governo dos Estados Unidos dedique tempo e dinheiro na construção de bases militares na Colômbia para impor aos nossos povos sua odiosa tirania? Por esse caminho, se um desastre ameaça o mundo, um desastre maior e mais rápido ameaça o império e tudo seria resultado do mesmo sistema de exploração e saqueio do planeta.

Fidel Castro Ruz
6 de novembro de 2009



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Reuniões D.C.E.

REUNIÃO DIRETORIA
Na última reunião da Diretoria do D.C.E., Gestão Força Unificante, ficou decidido que em toda segunda-feira (sendo dia letivo) acontecerá reunião com os membros da diretoria para atualização das ações e aprofundamento dos planos.

As reuniões ocorrerão na sede do DCE às 14h e são abertas à participação geral.


REUNIÕES AMPLIADAS
No entanto, há o entendimento da viabilidade de participação dos estudantes, compreendendo que grande parte vem diariamente de outra cidade e a maioria dos estudantes se encontram nos turnos matutino e noturno. Nesse sentido, haverão reuniões quinzenais, manhã e noite, conforme aprovado na reunião do Conselho Deliberativo.

As datas serão definidas nas próprias reuniões com os participantes presentes, bem como horário.

Qualquer estudante pode participar, trazer discussões, propor planos e ações conjuntas e ser parte ativa na construção de um novo movimento estudantil e nas lutas.

-----------------------------------------------------
O PRÓXIMO ENCONTRO será no dia 12 de novembro, às 09h e 21h na sede do DCE.
-----------------------------------------------------

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

[DIVULGAÇÃO] Exibição do filme "I Love Huckabees" (Ciclo de Cinema Universitário)

blank?ui=2&view=att&th=124bab2e612c6bad&attid=0.1&disp=attd&realattid=ii_124bab2e612c6bad&zw


I
Love Huckabees (107 min, EUA, 2004)
Direção: David O. Russell
Sexta-feira (06/11) às 19:00h
No mini-auditório da Unioeste - Toledo - PR
Trailer do filme (em inglês): www.tinyurl.com/huckabees


--

Organização: Heloíse Costa - Filosofia



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

COMUNICADO 01/2009 - D.C.E.


SOBRE A REPRESENTAÇÃO

ESTUDANTIL NOS CONSELHOS

DELIBERATIVOS DA UNIVERSIDADE





Informamos aos estudantes da UNIOESTE/Toledo que, conforme decisão da Assembléia Geral dos Estudantes do dia 11/09/2009, foram indicados os seguintes acadêmicos para representarem o segmento estudantil nos referidos Conselho Deliberativos:


CONSELHO UNIVERSITÁRIO – COU (um estudante/campi)

Marco Antonio Batistella – Filosofia

CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – CEPE

(um estudante/campi)

Cláudia Regina Mallmann – Ciências Sociais

CONSELHO DE CAMPUS / TOLEDO (um estudante/centro)

Christiano Tortato (CCHS) - Filosofia

Adjaneide Alves Campos (CCSA) – Serviço Social

Reiteramos que há representação para o centro CECE, da acadêmica do curso de Engenharia de Pesca, Daniele Zanerato Damasceno, indicada pelos seus pares em processo anterior.


Nesse sentido, encaminhamos através do Protocolo a indicação para a Direção de Campus (acerca do Conselho de Campus) e para a Reitoria (acerca do CEPE e do COU), porém, até o momento, recebemos resposta somente da Direção Geral da UNIOESTE/Toledo, informando que indicação dos representantes eleitos para o Conselho de Campus passa pelos devidos tramites burocráticos para homologação. E a Reitoria até agora nada nos informou.


Lembramos que a UNIOESTE se organiza através desses Conselhos dotados de capacidade deliberativa. Seus membros - representantes dos segmentos da Universidade (professores, funcionários e estudantes) - participam nas decisões encaminhadas para esses órgãos e, desse modo, decidem programas/ações/políticas/posições na universidade. Por isso, é importante que saibamos sobre sua composição, quem nele nos representa e que discussões são tomadas. Não tendo a presença dos estudantes nesses espaços de decisão, dificilmente, como vimos até agora, terão discussões que planejem a universidade que contemple a visão e as necessidades dos estudantes.


Fiquemos atentos e ocupemos nosso espaço!

Levemos a voz e as demandas dos estudantes!



Saudações Estudantis.


Toledo, 04 de novembro de 2009




Coordenadoria de Organização

Diretório Central dos Estudantes – D.C.E.

UNIOESTE/Campus de Toledo

Gestão Força Unificante (2009-2010)

www.dceunioeste.blogspot.com

dcetoledo@gmail.com

45 3379-7067


LOGOMARCA DO D.C.E. UNIOESTE/Toledo

Abaixo, alguns modelos das logomarcas/logotipos/logo do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Campus de Toledo.

A logo teve sua aprovação em reunião com os estudantes dos cursos da unioeste.






sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[27/10/09] REUNIÃO COM OS CENTROS ACADÊMICOS E ESTUDANTES INTERESSADOS [Conselho Deliberativo]


EDITAL 03/2009 - CONSELHO DELIBERATIVC

CONVOCA OS CENTROS ACADÊMICOS E INTERESSADOS A REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO DO D.C.E.

 
A Diretoria do D.C.E., por meio de suas atribuições estatutárias, CONVOCA todos os CENTROS ACADÊMICOS e demais interessados, para a REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DELIBERATIVO, a ser realizada no dia 27 de OUTUBRO de 2009 – terça-feira, às 09h e 21h na sede do DCE, contendo a seguinte pauta:
 
1) Expediente:
1.Informes;
2.Inclusão de Pauta;
 
2) Ordem do dia:
1.Prestação de Contas do D.C.E.;
2.Cadastramento dos Centros Acadêmicos e dos estudantes;
3.Representação Estudantil;
4.Utilização da Sede e Telefone do D.C.E.;
5.Site e Grupo de E-mails do D.C.E.;
6.Cartilha Manual do Calouro 2010;
7.Jornal dos Estudantes;
8.Regimento do Conselho Deliberativo;
9.Regimento de Eleição dos Representantes Discentes;
10.Privatização da Universidade (Pós-Graduação PAGA);
11.Restaurante Universitário Popular;




Toledo, 23 de outubro de 2009




TALITA BOARETTO PEREIRA
Coordenadora de Secretaria, Finanças e Patrimônio
Diretório Central dos Estudantes – D.C.E.
UNIOESTE/Campus de Toledo
Gestão Força Unificante (2009-2010)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

[Propostas Aprovadas] 1ª Conferência Regional-Livre de Comunicação de Toledo


Nós participantes da 1ª Confecom Regional-Livre de Comunicação de Toledo, realizada aos 17 de outubro de 2009, remetemos as seguintes diretrizes e propostas que foram consensuadas e aprovadas em plenária:

Eixo temático 1: Produção de Conteúdo

Propostas:

1. (Órgãos Reguladores 2) Extinguir a Agência Nacional das Telecomunicações – ANATEL e transferir as atribuições para o Conselho Nacional de Comunicação.

2. (Incentivo) Implantar políticas públicas municipais, visando incentivar a produção de conteúdo das comunidades locais (associações de bairro, escolas, entidades de classe, comunidades tradicionais e afins).

3. (Produção Regional) Implantar uma política educacional com infra-estrutura, voltada para a comunicação, incentivando a produção de conteúdo e a expressão de idéias nas escolas e espaços de educação não-formal através de rádios internas, blogs, informativos, entre outros.

4. (Marco Legal)
1- Modificar a legislação para facilitar concessão e implantação de emissoras comunitárias para as instituições de ensino públicas, entidades culturais e associativas. 2- Aumentar a oferta de cursos de graduação públicos na área de comunicação social, garantir a qualidade de formação, alterar a grade curricular de maneira a contemplar a comunicação alternativa e regulamentar a profissão de jornalista através da obrigatoriedade do diploma.

5. (Produção Regional e Independente e Garantia de Distribuição)
Regulamentar mediante lei ordinária a veiculação de percentual mínimo de 10% de conteúdo, distribuído por toda a grade de programação dos veículos de comunicação, garantindo os princípios do o Art 221, II da Constituição Federal. “(Art 221, II - CF) promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação.”

6. (Propriedade das entidades e intelectual) Incentivar a produção de conteúdo sob licenças de direitos autorais flexíveis, como o Creative Commons.


Eixo temático 2: Meios de distribuição


Diretriz:
Promover e ampliar o acesso e a participação comunitária nos meios de comunicação


Propostas:

1. Municipalizar a concessão de outorgas para as rádios comunitárias.

2. Criar e implantar conselhos deliberativos de comunicação nas 3 (três) esferas da federação, referendados nas respectivas conferências; sob o controle e participação social, com maioria de representação da sociedade civil organizada, para formulação, implementação, fiscalização e avaliação de políticas publicas de comunicação.

3. Exigir das autoridades competentes a imediata fiscalização das outorgas de concessão em radiodifusão para verificar o status de todos os concessionários.

4. Assegurar a transparência oficial das informações sobre as composições societárias dos meios de comunicação em todo o território nacional.

5. Estimular a capacitação permanente de comunicadores comunitários para uso dos meios.

6. Discutir a criação de um fundo de participação para financiar as rádios comunitárias a partir de um percentual do orçamento anual do poder público, autarquias e empresas de economia mista.



Eixo temático 3: Cidadania: direitos e deveres


Diretriz:
A comunicação é um direito humano inalienável e os meios de comunicação devem ser transformados em canais privilegiados de educação, disseminando informações em bases igualitárias promovendo também intercâmbio de experiências, métodos e valores que apontam para sociedades sustentáveis com responsabilidade global.


Propostas:

1. Criar e implantar conselhos deliberativos de comunicação nas 3 (três) esferas da federação, referendados nas respectivas conferências; sob o controle e participação social, com maioria de representação da sociedade civil organizada, para formulação, implementação, fiscalização e avaliação de políticas publicas de comunicação.

2. Assegurar a participação da sociedade civil organizada na elaboração do marco regulatório da politica nacional de comunicação.

3. Garantir o acesso da sociedade civil a produção, distribuição de conteúdo e controle social das concessões.

4. Promover o ensino e práticas educomunicativas, nos âmbitos da educação formal e não formal que inclua a reflexão politica transformadora e incentive o aprendizado do uso das diversas ferramentas de comunicação.


Moções:

Nós, participantes da 1ª conferência regional-livre de comunicação de Toledo, reivindicamos que os governos federal, estadual e municipal garantam a realização da 2ª conferência de comunicação até 2011.

Moção de recomendação às entidades que participam da confecom e tenham competência de legitimidade processual, movam adi em relação ao artigo 54 da constituição federal em seu inciso primeiro, para dirimir dúvidas quanto à legalidade de qualquer tipo de participação de portadores de mandatos eletivos nas empresas concessionárias de serviços públicos (radiodifusão).

Moção de repúdio às redes de televisão e rádio que pautadas pelos interesses comercias insistem em condenar a produção cultural, artística e educativa a horários de baixíssima audiência e repercussão pública.

Os participantes da primeira CONFECOM de Toledo solicitam ao Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, um diálogo permanente e articulado com as numerosas iniciativas locais, existentes ao longo do território nacional, por uma comunicação democrática.


1ª Conferência Regional-Livre de Comunicação de Toledo
Toledo, 17 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

GRUPO DE DISCUSSÃO DOS ESTUDANTES DA UNIOESTE [grupo de e-mails]


Este grupo é um espaço para comunicação e informação entre os estudantes da Unioeste para fortalecimento, integração, articulação e formação do movimento estudantil.

Participe nas discussões!

ACESSE O GRUPO AQUI



Coordenadoria de Comunicação
Diretório Central dos Estudantes - D.C.E.
UNIOESTE/Campus de Toledo
Gestão Força Unificante (2009-2010)
dcetoledo@gmail.com
45 3379-7067

terça-feira, 6 de outubro de 2009

D.C.E. DA UNIOESTE REALIZA SEMINÁRIO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO


O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unioeste, campus de Toledo, realizou ontem (05/10/2009), no mini-auditório, o Seminário pela Democratização da Comunicação. Neste evento, que contou com a presença de aproximadamente 100 participantes, pôde ser exposta a histórica relação da "Imprensa Golpista do Brasil" e internacional com relação aos movimentos sociais e populares e os rumos políticos do país, bem como a relação da industria cultural x cultura popular.

A avaliação dos estudantes é que, do ponto de vista geral da luta pela transformação na sociedade, foi válido, pois foi lançada a discussão à região, ainda de forma inicial. Juntamente com outras entidades, o DCE está mobilizando para a participação da sociedade na 1ª CONFERÊNCIA REGIONAL-LIVRE DE COMUNICAÇÃO DE TOLEDO(Etapa da Conferência Nacional).

Segundo o estudante Lorenzo Gabriel Balen, "participar dessa conferência não é a única opção e espaço para “a disputa da hegemonia” no campo da comunicação. Porém, compreendendo a conjuntura, quanto antes a sociedade se organizar e mobilizar, mais significativa será a resistência ao que aí está posto e eficaz na proposta transformadora da realidade social e política. Nesse sentido queremos ser parte la luta pela democratização do acesso e dos meios de comunicação."

1ª CONFERÊNCIA REGIONAL-LIVRE DE COMUNICAÇÃO DE TOLEDO
A conferência será em Toledo no dia 17 de outubro de 2009(sábado), a partir das 8h no auditório da FASUL. As inscrições já podem ser feitas pela internet atraves do site www.confecomtoledo.blogspot.com, no campo INSCRIÇÕES.



Coordenação de Comunicação



-----------------------------
Fotos: Anderson Hilgert (Instituto ComSol)
-----------------------------

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SEMINÁRIO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO - UNIOESTE



D.C.E. DA UNIOESTE REALIZARÁ SEMINÁRIO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
Ocorrerá na segunda-feira (05/10/09), às 20h no Auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Toledo, o Seminário pela Democratização da Comunicação, com o tema “Comunicação para a Disputa da Hegemonia” contará com a presença de pessoas de várias cidades da região e será um dos poucos eventos antes da Conferência de Comunicação que provocará e munirá a sociedade do Oeste do Paraná para a discussão sobre a comunicação. A justificativa se dá na realização inédita no Brasil da Conferência Nacional de Comunicação, espaço de discussão e encaminhamento reivindicado há anos pelos movimentos sociais do país.

O Seminário é realizado pelo Diretório Central dos Estudantes (D.C.E.) da UNIOESTE/Campus de Toledo, em parceria com a APP-Sindicato e a Kula Webradio Universitária e contará com a presença da Prof. Ms. Janeslei Aparecida Albuquerque, mestre pela UFPR, atualmente Diretoria Educacional da App-Sindicato., que desenvolve tese de doutoramente sobre a "cultura do medo".

Segundo o Coordenador de Comunicação do D.C.E., Welder Walmor Ayala, “o Seminário é pautado pelo diálogo assiduamente democrático para viabilizar um projeto verdadeiro de democratização dos meios midiáticos e da produção de conteúdos que ressalte a humanidade do homem e não sua insistente mania de vê-lo submisso, neutro e falido em uma sociedade pautada no consumo, na exploração e na fragmentação".

TRANSMISSÃO
O evento será transmitido ao vivo pela Kula Webradio Universitária, que pode ser acessada através do link www.unioeste.br/kula

INSCRIÇÃO
A inscrição será feita na hora de forma gratuita.
Toda sociedade está convidada a participar.

----------------------------------------------------
O DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES PRODUZIU A CARTA-MANIFESTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO EM CONVITE AO SEMINÁRIO: (link)
[CARTA-MANIFESTO]
----------------------------------------------------


CONFERÊNCIA REGIONAL-LIVRE DE COMUNICAÇÃO

Toledo sediará a 1ª Conferência Regional-Livre de Comunicação, no dia 17 de outubro de 2009, em que o D.C.E. da Unioeste/Toledo faz parte da Comissão Organizadora, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Toledo, Associação Toledana de Imprensa - ATI, Assessoria de Imprensa do Núcleo Regional de Ensino, APP-Sindicato, Kula Webradio Universitária, Instituto de Comunicação Solidária – COMSOL, Associação Municipal dos Estudantes de Ensino Superior de São Pedro do Iguaçu e FASUL – Faculdade Sul Brasil

INFORMAÇÕES:
Lorenzo Gabriel Balen – 45 9949-1029 – lorenzogbalen@gmail.com
Welder Walmor Ayala – 45 9953-8919 – welderwalmorayala@ymail.com
Marco Antonio Batistella – 45 9937-0952 – marcoa.batistella@gmail.com


--

Coordenadoria de Organização
Coordenadoria de Comunicação
Diretório Central dos Estudantes D.C.E.
UNIOESTE - Campus Toledo/PR.
GESTÃO FORÇA UNIFICANTE

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

D.C.E. estará confeccionando a CARTEIRINHA ESTUDANTIL


Nos dias 14, 15 e 17 de outubro, o Diretório Central dos Estudantes estará cadastrando os dados dos interessados para a confecção da Carteira de Identificação Estudantil (popular "carteirinha do estudante") que terá vigência até o mês de novembro de 2010.

Como sabemos, a Carteira de Identificação torna-se útil quando do ingrsso em eventos culturais, estádios, cinema, etc; de comprovar a identidade estudantil na apresentação de meio-passe em tranporte público, além de possíveis "benefícios" com convênios que a entidade venha firmar com empresas/entidades.

Ressaltamos que, acaso o estudante não queira fazer a Carteira de Identificação, pode-se solicitar gratuitamente a Declaração de Matrícula junto à Secretaria Acadêmica, tendo valor de comprovação quando necessário.
No entanto, é preciso sempre apresentar juntamente com o Documento de Identidade, além de atualizar constantemente a Declaração.

Historicamente, a Carteira de Idenficação Estudantil é uma forma das entidades de representação angariarem um pequeno valor financeiro para a "sustentação" do movimento estudantil.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

MANIFESTE SUA ARTE!


Nesta semana o D.C.E. e o Movimento Estudantil Organizado, de forma articulada com a VIII Semana de Educação da Unioeste, promove o evento cultural MANIFESTE SUA ARTE!

O intuito é aproximar a comunidade que participa do evento, como também os estudantes, de forma a divulgar, fomentar, publicizar e provocar o espírito artístico e cultural.

Você, artista, que sabe tocar, dançar, é poeta, pinta, desenha, canta, admira ... contribua com esse espaço, venha expor seu talento! Ou se conhecer alguém, nos comunique para que possamos deixar o ambiente vivo e envolvente! :D


Coordenadoria de Cultura - D.C.E.
dcetoledo@gmail.com
45 3319-7067

domingo, 20 de setembro de 2009

D.C.E. EM CONSTRUÇÃO: Eleição da Diretoria

Aos 11 de setembro de 2009 ocorreu a eleição para a Diretoria do D.C.E. da UNIOESTE/Campus de Toledo em que apenas uma chapa concorreu ao pleito.

CHAPA FORÇA UNIFICANTE
Coordenadoria de Organização:
Lorenzo Gabriel Balen

Coordenadoria de Ensino, Pesquisa e Extensão e Assistência Estudantil:
Marco Antonio Batistella

Coordenadoria de Cultura, Esporte e Eventos:
João Henrique Pagliari "PATO"
Vanderci Eich
Lucas Sariom de Souza

Coordenadoria de Secretaria, Finanças e Patrimonio:
Talita Boaretto
Angélica de Fátima de Almeida Lara

Coordenadoria de Comunicação:
Welder Walmor Ayala
Alexsander Belende

Coordenadoria de Movimentos Sociais e Diversidades:
Vagner Nunes
Rafael Camilo da Silva


Para acessar o material da chapa:
JORNAL FRENTE | JORNAL VERSO



RESULTADO ESPERADO
Mesmo considerando que há anos o D.C.E. estava desativado, cerca de 1/3 dos estudantes matriculados na universidade participaram do pleito, somando um total de 362 votos válidos, dos quais 349 SIM, 11 NÃO e 2 BRANCOS.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O PAPEL DO ESTUDANTE NA LUTA EM DEFESA DA CLASSE TRABALHADORA



O PAPEL DO ESTUDANTE NA LUTA EM DEFESA DA CLASSE TRABALHADORA
É natural ouvir perguntas sobre o papel do Estudante na sociedade, e com maior força sobre o real interesse do mesmo na participação do manifesto do trabalhador acerca da proposta de um novo Sindicato que represente os trabalhadores de frigoríficos e indústrias da carne. Natural porque a história demonstrou a permanente fragmentação da sociedade em células, incutindo no imaginário dessa mesma sociedade a idéia de que cada célula (o trabalhador, o estudante, o empresário, o autônomo, o padre, o político) deve desempenhar sua estrita função e não interferir na do outro, mesmo que se esteja na presença de uma escancarada afronta à direitos sociais e a promoção de nefastas desigualdades humanas.

A fragmentação é uma estratégia de alta artimanha daqueles que detêm o poder (o grande empresario, o político influente, latifundiários) para fragilizar a massa que vem de baixo, desprovida dos meios de subsistência material. O Estudante, consciente dessa estratégia cruel, propõe-se a mostrar e transparecer esse conjunto de artimanhas para que o proletariado em geral tenha acesso à essas informações. O acesso ao conhecimento, próprio do Estudante, não é um privilégio exclusivo da classe burguesa e, portanto, de filhos de privilegiados. É claro que essa classe está presente nos bancos acadêmicos e escolares na tentativa de neutralizar os movimentos de base social do não-possuidor, promovendo de um modo generalizante o espírito individualista e alentador do possuidor, do proprietário. Logo, o oportunismo e a indiferença é um mal presente na classe Estudantil. O movimento estudantil, entretanto, busca aniquilar esse espírito.

Nesse sentido, a organização estudantil de Toledo se reuniu em diversos momentos nessas últimas semanas para discutir a situação dos trabalhadores de frigoríficos em geral e a relação dos mesmos com sua entidade representativa, o Sindicato. Em unanimidade, as conclusões se resumiram em dois aspectos: os trabalhadores do setor frigorífico atuam em condições de extrema exploração ao sabor dos mandos e desmandos do patrão, e o Sindicato ao qual se “afiliam automaticamente”, ao firmarem o contrato de trabalho, expressa total flexibilização dos direitos do trabalhador, ou seja, não fornece segurança jurídica verdadeira quando este se vê “assediado” pelo patrão: apenas promove “esmolas” burocráticas, o legítimo sindicalismo “pelego”.

O sindicalismo do Brasil corrompeu-se e degenerou-se no sindicalismo “pelego”, onde o dirigente e/ou diretoria de tal entidade concebida para tutelar e reivindicar efetivamente os direitos acaba por ser um aliado venal, instruído e coordenado, à semelhança de uma marionete, pelos interesses exacerbados de lucro e de menoscabo aos interesses do obreiro, do homem detentor da mão-de-obra, do homem propulsor da economia nacional, daquele que legitimou os fundamentos da sociedade. O sindicalismo de regência atual é o resultado de reiteradas ações repressoras do Estado, deste fiel escudeiro e servo mais leal dos Patrões, que, em nosso contexto, é o agronegócio. E isso impregnou os trabalhadores de tal modo que o sindicalismo se tornou fonte de desconfiança e de desilusão generalizadamente patológica. Nada tão natural esta desconfiança: o sindicalismo oficial, legal, submisso ao Ministério do Trabalho, apenas atrela os trabalhadores à práticas reformistas, corporativistas e sempre disposta ao interesse dos Patrões.

No manifesto ocorrido no dia 25 de julho na Unioeste, o Estudante esteve presente para apoiar o trabalhador. Lamentavelmente o atual sindicato, ou seja, o sindicato “pelego”, conseguiu incutir no trabalhador uma desavença com o estudante; passaram para o trabalhador a imagem do estudante como: um baderneiro sem propósito, um traficante, um maconheiro bêbado, um vagabundo sustentado pelo pai. Porém, grande parte dos trabalhadores que estavam lá são chefes de setor, membros do próprio sindicato e grupo de amigos que, ao reproduzir a política da entidade, ganham benefício dentro da empresa ao bajular o patrão. O sindicato patronal cometeu, com isso, seu erro mais grosseiro, e provou sua grande incapacidade e seu caráter grotescamente reacionário: subdividiu estudantes e trabalhadores como classes antagônicas, numa visão, como citada acima, tragicamente fragmentada da realidade, pois sabem que a força estudantil e a força proletária unidas os destronariam dos seus já condenados tronos.

Ora, sabemos que a maioria da juventude toledana é quem alimenta a base motora das indústrias e do comércio do município. Queremos entender qual é o desespero no interesse desses dirigentes sindicais em bloquear toda forma de reflexão, contestação e crítica à própria condição. Na verdade já sabemos. Cremos que os trabalhadores também já sabem. O que nos impulsiona mais ainda é que, nesses últimos 25 anos, queremos ter certeza que poderemos levantar a voz do trabalhador e a realidade caótica que se vê e sente no interior da indústria, porém abafada. Se o trabalhador não se condicionar – para se sustentar e sustentar sua família – às desgraças adquiridas pelo esforço do trabalho, ele é demitido. Se ele tenta concorrer ao sindicato, ele é demitido. Este é o nosso papel. O estudante não tem a temer.

Esse passo dos Estudantes, colaborará para ver nitidamente delimitado os interesses do Patrão e os do Trabalhador. É condição necessária para mudanças cruciais na sociedade. Expressa nada menos que a mudança segundo a qual tanto nos debruçamos e vislumbramos no nosso imaginário social.



Movimento Estudantil de Toledo

sábado, 25 de julho de 2009

Informe: [carta-manifesto] IGNORÂNCIA REACIONÁRIA PROCLAMA: O ESTUDANTE É UM VAGABUNDO!

Carta-Manifesto dos estudantes em respostas às agressões sofridas na sua participação no evento em que lançou mãos à defesa dos trabalhadores dos frigoríficos.

IGNORÂNCIA REACIONÁRIA PROCLAMA: O ESTUDANTE É UM VAGABUNDO!
Os trabalhadores da Sadia enfrentam sérias dificuldades em seu ambiente de trabalho. Esta grande empresa, amparada pela força e violência, coage seus operários a prostrarem-se a condições sub-humanas. Estes não tendo escolha, aceitam as condições escravagistas impostas por essa grande máquina de mutilação humana. Esta empresa mostra não ter a mínima consideração pelos trabalhadores (como se alguma tivesse!!!), mas ali o descaso é gritante. A Sadia vem exercendo com muito êxito seu papel social, ela suga a força de seus empregados até a ultima gota, depois relega esses instrumentos descartáveis ao descaso. Os mutilados são abandonados à própria sorte, tivemos a tristeza de conferir esses fatos entrevistando vários desses empregados. Os que sobrevivem a eventuais mutilações, vêem sua saúde paulatinamente se esvair, pois com poucos anos de serviço prestado nos setores de frios, o organismo sofre um desgaste precocemente acentuado. Não são poucos os trabalhadores que tem sua saúde irreversivelmente danificada, e depois, como não estão mais aptos ao serviço, são despedidos sem nenhum amparo.




A LUTA ACALORADA PELA CRIAÇÃO DO NOVO SINDICATO
Aconteceu na quinta-feira passada (23 de julho), na Unioeste campus de Toledo, uma reunião que marcará historicamente o movimento estudantil e a luta do proletariado. Lideranças do movimento proletário, representantes da UTES (União Toledana dos Estudantes Secundaristas – 1º e 2º Graus), universitários da Unioeste e jovens estavam presentes para discutir e unir forças para a criação de um novo sindicato para os trabalhadores da indústria da carne, pois o atual sindicato da Sadia possui uma forte orientação patronal que defende, portanto, os interesses sórdidos da empresa, em detrimento do frágil e oprimido trabalhador.

Saímos da reunião com planos de ação imediatos e nos dirigimos à frente da Sadia: nosso objetivo era orientar os trabalhadores para a luta a ser travada contra o sindicalismo pelego, em prol de um verdadeiro sindicato de vanguarda proletária. Munidos de panfletos para uma manifestação pacífica, fomos surpreendidos por atitudes agressivas dos “pelegos” que nos tomaram vários panfletos e arremessaram pelas ruas, numa atitude típica de traidores malditos; como se não bastasse, nos ameaçaram, nos ofenderam com gritantes manifestações de capangas odientos. Corajosamente entregamos os panfletos por três horas: das 22 h à uma da madruga. Conversamos, informamos e entusiasmamos os trabalhadores na noite mais fria do ano. A maioria dos que fizeram a panfletagem eram universitários, pois a exposição de trabalhadores geraria problemas de demissão e outras formas de coação patronal, como ocorre historicamente.

Na sexta, dia 24 de julho, das 14h às 16, continuamos com a entrega de panfletos frente à empresa, no entanto a corja de pelegos do atual sindicato reacionário (Sindicato dos Trabalhadores da indústria da Alimentação) fizeram um contra panfleto, nos acusando com calúnias absurdas e desmedidas, numa atitude desleal de gangsterismo. Nessa tarde o clima foi tenso, e ocorreram vários momentos de inflamados embates, em que os capatazes com discursos grosseiros e faltos de qualquer lógica, nos atacavam, ou melhor: nos atacavam com um discurso declaradamente conservador, como por exemplo: “se a Sadia demitir o trabalhador, a gente assina embaixo”; “quer falar? Quer discursar? Vai pro sem-terra”; “esses cabeludos e maconheiros não tem o direito de intervir aqui”.


ASSEMBLÉIA: A CONFUSÃO GERADA PELO SINDICATO PATRONAL
Passados esses acontecimentos, no sábado 25 de julho, marchamos às nove horas da manhã em torno de 20 estudantes para a unioeste, local marcado para a Assembléia, que iria deliberar pela criação ou não do novo sindicato. Uma longa fila de trabalhadores já se formava no local, colamos alguns cartazes e esperamos; não demorou muito para que os pelegos começassem a causar tumulto tentando impedir a assembléia, gritos de ordem começaram a ecoar: “pe-le-go”, “pe-le-go”...

Vários membros da AP-LER (Associação do Portadores de Lesões por Esforços Repetitivos) estavam presentes e também vários outros trabalhadores. A totalidade dos afiliados da AP-LER é favorável à criação do novo sindicato, no entanto, o restante dos trabalhadores, por sua vez maioria, foram aliciados pela Sadia para votarem ”NÃO” ao novo sindicato, e ainda: todos os outros trabalhadores que poderiam oferecer resistência ao sindicato patronal não vieram – que são maioria esmagadora na empresa - por medo de represálias. Houve um momento em que o presidente da AP-LER, Laerson Vidal Matias, começou a fazer um discurso, que prometia esclarecer o trabalhador, mas foi animalescamente impedido pelo raivoso presidente da Federação dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação e Afins do Estado do Paraná, Ernani Garcia Ferreira (como mostra, inclusive, o jornal Gazeta Mundial, do dia 26/07/09). E isso aconteceu todas as vezes em que se procurava esclarecer a confusão do trabalhador gerada pelos dirigentes sindicais. Por fim, a Assembléia foi suspensa por falta de espaço no mini-auditório da unioeste, e por questões de segurança pública. Mesmo assim, fizeram questão de simbolizar uma votação, supondo uma decisão que o trabalhador da empresa não quer um novo sindicato.



Lamentavelmente o atual sindicato conseguiu incutir no trabalhador uma desavença com o estudante, passaram para o trabalhador a imagem do estudante como: um baderneiro sem propósito, um traficante, um maconheiro bêbado, um vagabundo sustentado pelo pai. Porém, grande parte dos trabalhadores que estavam lá são chefes de setor, membros do próprio sindicato e grupo de amigos que, ao reproduzir a política da entidade, ganham benefício dentro da empresa ao bajular o patrão. Estes, então, nos desafiavam com suas carteiras de trabalho em punho, nos acusando de desocupados e, portanto, caracterizando ilegítima nossa manifestação de apoio. O sindicato patronal cometeu, com isso, seu erro mais grosseiro, e provou sua grande incapacidade e seu caráter grotescamente reacionário: subdividiu estudantes e trabalhadores como classes antagônicas, numa visão tragicamente fragmentada da realidade, pois sabem que a força estudantil e a força proletária unidas os destronariam dos seus já condenados tronos. Os pelegos cometeram um verdadeiro ato de agressão aos estudantes, desconsiderando todas as dificuldades que o mesmo passa, esquecendo que lamentavelmente a maioria dos estudantes trabalha e enfrenta as mais duras privações. Confundidos, iludidos, enganados e enfraquecidos, os trabalhadores gritavam a nós: “papai não dá mesada”; “sustentados pelos pais”, esquecidos de que nossos pais, em grande parte, são também proletários.

O VERDADEIRO PAPEL DO ESTUDANTE
Os estudantes até agora achavam que estavam protegidos em suas confortáveis cadeiras, pensavam que seus livros empilhados um a um os tornavam imunes a toda desgraça que o ocorre no mundo lá fora, fora de suas cabeças repletas de idéias, fora da universidade - que tem-se tornado um ambiente indiferente à realidade social. O estudante esquece que é tributário dos esforços de muitos, que todo o conforto que hora usufruímos é resultado de homens que saíram das muralhas intelectuais e beijaram a realidade de que faziam parte. Os estudantes tem a crença pueril de que são seres divinos, escolhidos pelo acaso a não sofrerem esses problemas contingentes, temem se imiscuir nessas paragens por acharem que elas são demasiadamente pestilentas, e como sacerdotes sagrados dirigem-se a academia, fazem suas libações e vão-se embora. Vocês esquecem de que nós devemos ser uma juventude operante, devemos transformar o conhecimento de que somos portadores em realidade, esse é o verdadeiro acadêmico. Um estudante reconhece-se como um verdadeiro estudante quando olha para expressões marcadas pelo sofrimento e não desvia o olhar, porque sabe que está fazendo alguma coisa.


Nós que deveríamos ser a vanguarda, o motor de toda e qualquer melhoria que seja passível de acontecer, estamos totalmente desacreditados. Devido a nossa inatividade somos os responsáveis por uma visão fragmentada, uma visão que divide os estudantes de um lado e o mundo de outro. Não há maior vergonha para a classe estudantil do que ter sido ridicularizada dentro de sua própria universidade e confirmar essas acusações por um covarde silêncio. Essa carta é endereçada para aqueles que estudam com o objetivo de tornarem-se homens e mulheres melhores. Nós devemos responder a essas acusações com um movimento forte e unificado, nós devemos mostrar que o estudante não é dono desse espírito patético que as pessoas lá fora caracterizam. Esse é um momento histórico, os fatos estão desenrolando-se, e os estudantes podem ter a honra de ter uma participação ativa no direcionamento dos acontecimentos. Agora é a nossa oportunidade de fundamentar na prática aquilo que nos leva, ou que nos deveria levar, à universidade: o desejo de ser útil.

E ENTÃO, ESTUDANTE?
E então estudante? Legitimará o discurso falacioso desses traidores? Ou provará pela ação seu papel social histórico? A empatia pela classe trabalhadora é a mais nobre atitude revolucionaria, pois é, ao mesmo tempo, a empatia pelo oprimido. Éramos no dia da assembléia poucos heróis diante de gigantes opressores, mas creio que da próxima vez, eles é que parecerão pequenos. Minha mãe, sabendo do ocorrido disse-me: “filho, não meta a mão em cumbuca”, eu respondi: “não se preocupe, mãe, estou ciente do meu papel histórico”. Que todos os estudantes possam responder assim perante a sociedade e perante os trabalhadores, para que os mesmos venerem sua emancipação, e deixem de endeusar a exploração a que estão submetidos.

Aqueles que virarem as costas a esta convocação, assemelham-se àqueles que tanto fazem sofrer os trabalhadores, tudo tomam e nada oferecem. Endureçam seus espíritos para essa realidade e confirmem as pessoas medíocres que são, tomem parte nesta luta e provem que nós temos presença de espírito e que somos capazes de modificar esse caos que covardes anteriores nos legaram.


Movimento Estudantil Organizado

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Informe: ACADÊMICOS DA UNIOESTE APÓIAM A LUTA POR UM SINDICATO DOS TRABALHADORES DE FRIGORÍFICOS DE TOLEDO


No dia 23 de julho de 2009, quinta-feira, às 21 horas, acadêmicos da Unioeste/Toledo se reuniram com representantes da UTES (União Toledana dos Estudantes Secundaristas), e representantes de sindicatos dos trabalhadores de Toledo e região para discutir a situação dos trabalhadores de frigoríficos em geral e a relação dos mesmos com sua entidade representativa, o Sindicato. Em uníssono, as conclusões do ponto de vista fático se resumiram em dois aspectos: os trabalhadores do setor frigorífico atuam em condições de extrema exploração ao sabor dos mandos e desmandos do patrão, e o Sindicato ao qual se “afiliam automaticamente” - ao comporem o contrato de trabalho – representa não-abertamente, evidentemente, uma extensão dos desígnios do mesmo Patrão.


O sindicalismo do Brasil corrompeu-se e degenerou-se no sindicalismo “pelego”, onde o dirigente e/ou diretoria de tal entidade concebida para tutelar e reivindicar efetivamente (materializar os direitos em abstrato em prol do trabalhador nas lides concretas) acaba por ser um aliado venal, instruído e coordenado, à semelhança de uma marionete, pelos interesses exacerbados de lucro e de menoscabo aos interesses do obreiro, do homem detentor da mão-de-obra, do homem propulsor da economia nacional, daquele que legitimou os fundamentos da sociedade. O sindicalismo de regência atual é o resultado de reiteradas ações repressoras do Estado, deste fiel escudeiro e servo mais leal dos Patrões, que, em nosso contexto, é o agronegócio. E isso impregnou os trabalhadores de tal modo que o sindicalismo se tornou fonte de desconfiança e de desilusão generalizadamente patológica. Nada tão natural esta desconfiança: o sindicalismo oficial, legal, submisso ao Ministério do Trabalho, apenas atrela os trabalhadores à práticas reformistas, corporativistas e sempre disposta ao interesse dos Patrões.

Nesse sentido, a cooptação, a colaboração do Estudante na demanda por um Sindicalismo verdadeiro e correspondente aos interesses do obreiro à luz do rol bastante rico de franquias e direitos sociais postulados pela nossa Constituição Federal e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é de emergência impreterível. Para isso, houve um consenso dos presentes a necessidade imediata e incondicional apoio aos trabalhadores de frigoríficos para a constituição legal de um novo Sindicato que represente a categoria. Nada mais legítimo. O Estudante possui o dever de albergar e atuar diante da sociedade as demandas que tendem a diminuir as desigualdades sociais, as condições não-humanas de exploração da mão-de-obra do trabalhador, enfim, toda e qualquer sorte de constrangimento e violência que proporcione o enriquecimento unilateral.

Ocorrerá uma Assembléia, no anfiteatro da Unioeste/Toledo, no sábado (25/07) às 9 horas. O objeto do encontro e audiência é o voto dos trabalhadores para aprovar a criação desse novo Sindicato, que, em caso de aprovação faz-se de imediato a votação sobre o Estatuto Social da entidade. Sindicato este que represente única e exclusivamente os trabalhadores da indústria da carne e não o atual “sindicatão da alimentação”, no qual a voraz empresa Sadia direciona o modo de funcionamento.

Evidentemente, repressões ocorrerão; assédio moral trabalhista por parte da Empresa ocorrerá; os próprios dirigentes do atual sindicato pelego atuarão por reprimendas. Mas o estudante estará no dia da Assembléia: estará munido da sua maior arma, o espírito de mudança e idéias incisivas. Esse passo dos trabalhadores, com o apoio maciço dos Estudantes, para ver nitidamente delimitado os interesses do Patrão e os do Trabalhador é condição necessária para mudanças cruciais na sociedade. Expressa nada menos que a mudança segundo a qual tanto nos debruçamos e vislumbramos nos livros e no nosso imaginário social.

Venha Estudante! Inspire os ares da revolta!

Estudante! A sociedade clama pela sua responsabilidade histórica de ver a mudança que em tantas teses acadêmicas se vêem proliferar.

Juntos estaremos dia 25, sábado, às 9 horas, na Unioeste, em prol do Respeito. O respeito que custa a imperar; que não passa de uma natural retribuição aos fundadores da sociedade: o trabalhador.

Vamos mover?


Movimento Estudantil Organizado de Toledo